Investimentos: carteira, cotações e rentabilidade
Ações, ETFs, cripto e caixinhas num lugar só, com a instituição de cada um — e quanto rendeu de verdade, sem confundir aporte com lucro nem entregar o acesso da sua corretora.
Para que serveO que a carteira responde
Duas perguntas que o extrato da corretora não responde bem: quanto eu tenho investido hoje, e quanto disso é rendimento e não dinheiro que eu mesmo coloquei.
Você registra as compras e vendas; o app busca a cotação dos ativos públicos e calcula o resto. Como em todo o ZeroBills, nada exige conectar a sua corretora.
Antes de começarO que ter à mão
- O código do ativo (por exemplo PETR4, HGLG11, BOVA11, BTC) — é ele que liga o ativo à cotação de mercado.
- Onde cada ativo está: a corretora, o banco ou a exchange. É opcional, mas é o que responde "onde está o meu dinheiro".
- Para caixinhas: quanto você guardou e quanto ela rende (por exemplo, 100% do CDI).
- As compras que você já fez: data, quantidade e preço pago.
- Para ativos sem cotação pública (CDB, tesouro, ativo no exterior), o valor atual que você quer usar.
Dinheiro investido tem liquidez e risco diferentes do dinheiro em conta. Somar os dois num número só esconderia os dois — por isso a carteira é um total à parte.
Passo a passoMontar a carteira
- Abra InvestimentosNo menu lateral, no grupo Dinheiro. No celular, em Mais.
- Cadastre o AtivoInforme o código, o Nome que você reconhece e a Classe (ação, FII, ETF, Tesouro, renda fixa, cripto ou caixinha). O código é o que determina qual cotação se aplica.
- Diga Onde estáEscolha a corretora, o banco ou a exchange. O mesmo código em duas corretoras vira duas posições, cada uma com o seu preço médio — que é como o preço médio funciona de verdade quando a custódia é separada.
- Registre as compras que já fezPara cada aporte: data, quantidade e preço unitário pago. É esse histórico que permite separar o que você colocou do que rendeu.
- Registre as vendas do mesmo jeitoUma venda não é receita do mês: é o mesmo dinheiro mudando de forma. O que interessa dela é o efeito na rentabilidade.
- Acompanhe a Evolução do patrimônioNa própria carteira. A área é o que você tem; a linha tracejada é o que você colocou — a distância entre elas é o ganho. Os créditos recebidos ficam em Proventos, detalhados em Proventos e a evolução do patrimônio.
- Acompanhe em RentabilidadeA tela mostra quanto a carteira rendeu, descontando o efeito dos aportes e resgates — que é a única forma de comparar períodos em que você aportou valores diferentes.

Caixinha, cripto e ETF têm detalhes próprios. Uma caixinha (ou cofrinho, ou reserva) é lançada por valor: Aporte e Resgate. Na hora de criar você escolhe como o saldo evolui.
- Rende um percentual do CDI: você informa o percentual (100%, 102%...) e o saldo cresce sozinho, dia a dia, com o CDI publicado pelo Banco Central.
- Eu informo o saldo: para caixinha com carência, degrau ou promoção. Vale o número que você digitar; aportes e resgates lançados depois somam em cima dele.
A regra exata de cada caixinha é do banco. O app diz sempre que o valor é estimado e mostra o percentual usado; se precisar do número exato, troque para o saldo informado em Editar caixinha.
Cripto é cotada em reais, com até 8 casas na quantidade. ETF tem classe própria para não se misturar com ação na alocação — um fundo de índice e uma empresa não têm o mesmo risco.
Achar uma posição depois. Com dez ou vinte ativos, a lista deixa de responder rápido. A barra acima das posições recorta a carteira, e o recorte fica na URL — dá para guardar nos favoritos ou mandar para você mesmo.
- Busca: parte do código ou do nome. Acento e maiúscula não importam, então “nubank” acha a caixinha e “logistica” acha o CSHG Logística.
- Classe: ações, FIIs, ETFs, Tesouro, renda fixa, cripto ou caixinhas. Só aparecem as classes que a sua carteira realmente tem.
- Instituição: a mesma lista dos atalhos do topo, incluindo o balde “Sem instituição”.
- Resultado: mostrar só o que está no ganho ou só o que está no prejuízo.
- Ordenar por: valor, ganho em reais, ganho em percentual, nome ou classe.
Os filtros se somam, cada um vira um chip que você remove com um clique, e a contagem diz quantas posições casaram do total (“3 de 21 posições”). Ordenar não é filtrar: não vira chip e não esconde nada. Dentro de um ativo, a lista de movimentações tem o seu próprio filtro — por tipo (compras, vendas, proventos, taxas; numa caixinha, aportes e resgates) e por período.
No resto do appAs regras que não são óbvias
Ao filtrar a carteira, o patrimônio, o investido e o ganho passam a ser os do que está na tela, sempre com o nome do recorte e o quanto ele representa da carteira. Já “Onde está o dinheiro” continua sendo o mapa da carteira inteira: ele responde onde o seu patrimônio está, não o que a sua busca encontrou.
Nenhum filtro muda um número derivado: dentro de um ativo, a posição, o preço médio e o saldo da caixinha continuam vindo de todas as movimentações, mesmo com a lista recortada por tipo ou por período.
Comprar um ativo é mover dinheiro da conta para a carteira. Se isso contasse como despesa, todo mês em que você investisse mais pareceria um mês de descontrole.
Se você aportou pesado em um mês bom, o saldo cresce sem que o investimento tenha rendido mais. O app separa o efeito dos aportes do desempenho real — é por isso que a rentabilidade não bate com uma subtração simples.
O app atualiza os preços dos ativos públicos periodicamente. É informação de acompanhamento, não cotação de mesa de operações — e nada aqui é recomendação de investimento.
CDB e tesouro entram com o preço ou o saldo que você informar — e um CDB pós-fixado pode render um percentual do CDI, como a caixinha. Eles participam do total da carteira normalmente.
Dúvidas comunsPerguntas que aparecem sempre
Preciso conectar a corretora?
Não, e não existe essa opção. Você registra as operações; o app busca apenas a cotação pública dos ativos, que não tem nada a ver com a sua conta.
Preciso lançar o histórico inteiro?
Para o valor atual, não: basta a posição de hoje. Para a rentabilidade fazer sentido, sim — ela depende de saber quando cada aporte entrou.
Dividendos, como registro?
Como uma transação de provento no ativo que pagou, com a data e o valor recebido. Ela não muda a sua posição e conta como rendimento, nunca como aporte seu — o passo a passo está em Proventos e a evolução do patrimônio.
Tenho o mesmo papel em duas corretoras. Junto ou separo?
Separe: registre cada compra na corretora onde ela foi feita. Cada uma fica com o seu preço médio, e a carteira mostra as duas — e o total por instituição em Onde está o dinheiro.
A minha corretora ou exchange não aparece.
O catálogo usa os códigos oficiais do Banco Central e não inventa nenhum. Se ela não estiver lá, deixe o ativo sem instituição: ele vale do mesmo jeito e aparece como "Sem instituição".
Filtrei a carteira e o patrimônio caiu. Perdi dinheiro?
Não: com um filtro ativo, o topo mostra o total do que está na tela, e diz qual é o recorte junto com o percentual que ele representa da carteira. Limpe os filtros e o número volta a ser o da carteira inteira.
Por que a rentabilidade difere da que a corretora mostra?
Métodos e períodos costumam ser diferentes, e nem toda corretora desconta o efeito dos aportes. O número daqui é comparável entre períodos seus.
Por que o "Seu retorno" às vezes não é ao ano?
Porque anualizar poucos dias produz números sem sentido: +60% em 11 dias viraria milhões por cento ao ano. Com menos de um ano desde o seu primeiro aporte, a tela mostra o retorno do período e diz quantos dias ele cobre. A partir de um ano, passa a mostrar a taxa ao ano. É a mesma regra que o mercado usa.
Próximo passoOnde continuar
O último artigo deste grupo trata do caso em que uma conta sua precisa ficar visível para outras pessoas — sem abrir o resto.